Contrabando do Paraguai rende lucro de até 500% ao crime organizado no Brasil
A atividade de contrabandear produtos do Paraguai para o Brasil se tornou uma das fontes de renda mais lucrativas para o crime organizado, gerando lucros que podem ultrapassar os 500%. Essa alta rentabilidade tem atraído facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, para o entorno de Foz do Iguaçu (PR), principal porta de entrada de mercadorias ilegais no país. O mercado clandestino movimenta bilhões de reais anualmente, à margem da economia formal e sem o recolhimento de impostos, o que representa uma concorrência desleal para empresas legalizadas e um prejuízo significativo para a arrecadação pública.
Estudos do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) revelam que a margem de lucro do contrabando pode atingir impressionantes 507%. Esse índice é calculado com base na diferença entre o custo estimado para trazer mercadorias ilegalmente para o Brasil e o valor de revenda no mercado clandestino. A ausência de tributação e a sonegação fiscal permitem que os preços sejam drasticamente inferiores aos praticados no mercado legal.
O domínio das facções criminosas no contrabando
O que antes era uma atividade restrita a
